O Brasil já possui mecanismos importantes de inclusão no mercado de trabalho, mas a realidade ainda revela barreiras profundas para pessoas com deficiência. Entre elas, destaca-se a insegurança gerada pela possível perda de benefícios assistenciais e a ausência de políticas que façam a transição entre proteção social e autonomia econômica.
No âmbito estadual, há espaço para enfrentar esse problema por meio de políticas que incentivem a inclusão produtiva, com qualificação profissional acessível, apoio técnico às empresas e articulação com serviços de emprego. É necessário garantir condições de permanência e desenvolvimento no trabalho.
Outro ponto central é evitar que programas estaduais reforcem a exclusão ao impedir o acesso de pessoas com deficiência apenas por serem beneficiárias de políticas federais, como o BPC. Essa dupla penalização impede avanços individuais e mantém pessoas presas a uma lógica de dependência. A atuação do Estado pode, nesse sentido, criar pontes em vez de barreiras, permitindo que o trabalho seja uma possibilidade concreta de emancipação.